"Quintal de São Francisco"
Associação Beneficente de Proteção aos animais.
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MANIFESTO DO QUINTAL DE SÃO FRANCISCO

RECONSTRUINDO A VERDADE

 

 

“Dentro de nós há uma coisa que não

tem nome, essa coisa é o que somos”.

(SARAMAGO, 1995. p.262)

 

 

A população da cidade de São Paulo  deve ser informada sobre os verdadeiros valores investidos no Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos PSA/CCZ, controle de zoonoses e de prevenção em saúde. Os valores que foram levianamente apresentados não condizem com a realidade dos convênios/contratos assinados pela municipalidade com as 5 ONGs que, especialmente, promovem as castrações gratuitas de cães e gatos. 

 

Os investimentos para 5 anos e meio são ainda baixíssimos para garantir que cães e gatos abandonados nas ruas da cidade deixem de morrer pelas cruéis conseqüências do abandono: envenenados, atropelados, apedrejados, doentes ou sacrificados  no Centro de Controle de Zoonoses. 

 

Esta política pública está apenas começando e construindo uma nova cultura transformadora do comportamento da sociedade paulistana, da responsabilidade com seus animais e o respeito aos animais moradores na cidade.  

 

Educação continuada com o  Programa “Para Viver de Bem com os Bichos”, demandou desde 2002, muito trabalho e investimento em materiais educativos, para capacitar diretores e educadores das escolas municipais e estaduais. Todos os anos os trabalhos e os resultados são apresentados e expostos nas escolas, também no CCZ, para a avaliação do aproveitamento e  da extensão das informações, o que as crianças e os jovens assimilam e transmitem aos seus familiares. Um programa incorporado pela Secretaria de Educação como base para a propriedade responsável de animais domésticos no cumprimento da Lei 13.131/01 do Vereador Tripoli. 

 

No entanto, no desespero de provar improbidade administrativa e locupletação indevida do dinheiro público pela ONGs conveniadas, com o total desconhecimento da fundamentalização desta Política Pública conquistada pelos defensores dos animais e incorporada pelas autoridades e a sociedade paulistana, invadem brutalmente os órgãos públicos com a bandeira da “praxe fiscalizatória”, a fim de encontrar provas que desmoralize e destrua conquistas que com muito suor e dor se configurou no espaço da causa animal e na cidade de São Paulo.  

 

Com isso, o que se conseguiu?

Num primeiro momento, a paralisação de funcionários públicos da área da Saúde, obrigados  a atender exclusivamente funcionários de um parlamentar em suas exigências. Muito mais do que mexer com a rotina do CCZ, que é um órgão de controle de zoonoses e prevenção de saúde pública e não somente voltado a questões relativas aos animais domésticos, a busca desenfreada por “algo escondido” provocou um absurdo efeito cascata: a desmoralização do trabalho da proteção animal, quase que nacionalmente, campanhas e mutirões de castração sendo cancelados ou adiados, por conta do atraso no pagamento dos médicos veterinários, nota-se, as esterilizações de abril de 2007 ainda não foram pagas.  

 

Cabe aqui lembrar que os valores pagos por cirurgia (R$22,00 gato; R$23,00 gata; R$30,00 cão e R$42,00 por cadela) são apenas uma ajuda de custo. Os valores mal pagam os insumos, que dirá transporte, gastos com energia elétrica, água, material de limpeza, telefone, gasolina, alimentação etc. E este pagamento é feito a posteriori, ou seja: um mês ou até um mês e meio depois das cirurgias realizadas, porque, ao contrário das tantas insinuações, não nos locupletamos do dinheiro público, é o Poder Público indiretamente e a população diretamente que são os grandes beneficiados por nosso trabalho. E, mais do que isso, os maiores beneficiados são os animais, sobretudo as gatas e cadelas que param de parir, e ter suas crias descartadas, afogadas ou mortas por falta de alimentação adequada, e que enfraquecem e adoecem nesse ciclo vicioso. 

 

Nos remetemos à reportagem do Jornal O Estado de S. Paulo, publicada dia 03 de junho de 2007 - Caderno Cidade/Metrópole – assinada pelo jornalista Alexssander Soares, e intitulada:  “SP gasta R$900 mil reais com animais fantasmas”. Texto recheado de denúncias levianas a respeito do trabalho das cinco entidades conveniadas com a Prefeitura. 

 

Como desdobramento Imediato, o Vereador Aurélio Miguel entrou com pedido de CPI na Câmara Municipal de São Paulo, conseguiu espaço na Rádio Eldorado, promoveu discussão sobre o assunto na Comissão de Administração Pública e passou a publicar, quase todos os dias, em seu site, dados incompletos e tendenciosos sobre a destinação das verbas oficiais recebidas e utilizadas pelas ONGs, em planilhas com o timbre da Prefeitura. 

 

Estampa dados do ano de 2003 em diante, desprezando 2001 e 2002, assim como, não lança despesas reais, sendo que dispõe, efetivamente, de tais informações, uma vez que entrou nos órgãos competentes e teve colocados à sua disposição todos os documentos solicitados. 

 

Na apresentação da planilha (em seu site) das verbas do processo do Quintal de São Francisco, faz ainda comentário de indução “...dados muito interessantes, que vão engrandecer, e muito, este debate: não duvidem disto.” e a sua chamada também faz indução ao duvidoso:  “Valores destinados ao PSA são maiores”

 

Afirma também que: “....tanto as ONGs conveniadas como a Prefeitura deveriam ter divulgado amplamente não apenas estas informações, mas que estamos recebendo e analisando...” 

 

Pois bem, estes dados encontram-se no site da Prefeitura e estão disponíveis a qualquer munícipe http://sfemp.prefeitura.sp.gov.br/cod/cons_pagto.asp  e as ONGs em seus documentos, palestras e publicações, basta observar o banner que nos acompanha nos eventos de castração fica exposto e visível com dados sempre atuais do PSA, assim como o CCZ também disponibiliza os dados periodicamente, e jamais fizemos “mistério ou segredo” a ninguém. Se existe algum mistério, até agora, é por que este parlamentar resolveu lançar suspeitas e minar uma política pública fundamental para a população de baixíssima renda e, mais ainda, para os cães e gatos das regiões mais carentes da cidade. 

 

Faz, maldosamente, somatória de valores de empenhos de contrato que não está ligado ao controle reprodutivo de cães  e gatos. Inclui verbas que foram doadas pela Fundação Nestlé aos cofres da Prefeitura, após ano e meio de negociação, como apoio ao programa de reestruturação do CCZ. Foi nossa entidade indicada pelo então Secretário da Saúde, Dr. Vecina, para repassar os pagamentos a empresa escolhida pelo CCZ para essa assessoria, como poderá ser observado nos anexos. 

 

O Quintal de São Francisco, que enfrenta todo tipo de dificuldades sempre se manteve íntegro nos princípios de lisura e de respeito às doações de seus colaboradores, sua diretoria se mantém com recursos próprios e são também colaboradores da entidade. 

 

Portanto, disponibiliza neste ato uma planilha com dados verdadeiros, seguida de cópias dos documentos, em que as informações relevantes, e comprovantes oficias, recibos, atas de reuniões e demais dados, esclarecerão as possíveis dúvidas. Mais do que isso, o Quintal de São Francisco, apesar de atravessar um momento altamente crítico depois das referidas denúncias, coloca-se, através de sua presidente e diretoria, à disposição de todos para conferência de documentos e toda e qualquer informação que se faça necessária. Nosso escritório localiza-se na Av. Lins de Vasconcelos, 1667, Cambuci, Capital. 

 

Os duvidosos, desconfiados, incrédulos de nossa seriedade, aqueles que não tiveram a coragem de questionar, solicitar informações sobre como estávamos administrando  as verbas, os que não tiveram acesso em momento algum nas campanhas e mutirões realizados em vários locais desta cidade, nesses  quase 6 anos, mantiveram-se passivos e esperaram para se manifestarem exatamente no momento de ardilosa armação? Sentem-se agora atendidos e satisfeitos?  

 

O Quintal de São Francisco estará tomando todas as medidas cabíveis pelos efeitos danosos sofridos em decorrência das denúncias e suspeitas declaradas e não sustentadas.

Nossa entidade objeta um abrigo de animais cuja infra-estrutura precisa ser mantida, independente de disputas políticas ou brigas de poder. E, em função dessa situação, com certeza, cobraremos os responsáveis. 

Por fim, AGRADECEMOS aos verdadeiros amigos que confiaram e confiam em nossa idoneidade, aos telefonemas, e-mails, cartas, as orações e energias, as orientações, conselhos e devotamento perseverante de pessoas muito especiais. 

 

 

DÚVIDAS QUE NÃO SE ESCLARECEM 

QUAL A CONSISTÊNCIA DAS DENÚNCIAS CONTRA AS ONGs?  

 

TESES: 

 

de ROUBO: animais fantasmas? - 

 

  A tese de “desvio do dinheiro público” não foi sustentada até esse momento!

  O que se constata a cada dia é que não houve seriedade na matéria jornalística:  

   as impressões caminham para um ato desgovernado de “prova de poder”;

A entrega da sacola com as famosas “carteirinhas” ao repórter caminha para o seu fim: quem as retirou da ONG e as entregou ao mensageiro misterioso, que as despejou na  redação do Jornal O Estado de São Paulo não é um fantasma.

E, finalmente que a causa animal reconheça que esta atitude cruel provocou um   desastre moral ao movimento de proteção e defesa animal pelo Brasil e está se mantendo com as colocações rasteiras, empobrecidas e maliciosas, no espaço do site do parlamentar Paladino.  Imaginemos, nesse momento, uma ONG de um recanto distante que, a duras penas, luta durante anos para conseguir que o Poder Publico assuma suas responsabilidades diante dos animais desamparados, abandonados, resultantes da falta de controle reprodutivo... E esta ONG, finalmente, está prestes a conseguir uma verba pública para custear parte de seu trabalho. Depois de ler o Estadão e outros textos recheados de insinuações que percorrem a Internet, indo parar em outros jornais do interior, você, autoridade da pequena cidade firmaria o convênio com a ONG local? E isto não é um exercício futurista, já deve estar acontecendo!

 

de FRAUDE: - os erros nas fichas de cadastro – emissão de carteirinhas -

 

  1. a má fé de quem procura as entidades para castrar animais sem proprietários e oferece documentos impróprios; animais que (na grande maioria) em dias ou horas, após a cirurgia, são descartados nas ruas;

  2. por falta de documentos de pessoas em situação de miséria;

  3. por não apresentarem documentos as pessoas envolvidas em situações ilícitas;

  4. por erro de digitação no Sistema PRODAM, como já constatamos em várias oportunidades.

 

 

 

“CACHORREIROS E CACHORREIRAS CONTRA ANGELA CARUSO”

 

 

Uma declaração minha, Angela Caruso, como presidente do Quintal de São Francisco, ao jornal O Estado de S. Paulo, está sendo utilizada para denegrir minha história na proteção animal e minhas posturas em relação ao movimento. Antes de tudo, devo dizer que respeito, e muito, o valoroso trabalho dos chamados “cachorreiros” e “cachorreiras” da cidade, embora não concorde com este termo, pois entendo depreciativo. Atendo a todos que me procuram, sou ajudada e ajudo, sempre, dentro das possibilidades colaboro. Nunca participei de invasões, mantenho um abrigo, o que não me permite julgar. Na verdade, somos defensores e defensoras dos animais, pessoas capazes de dirigir o olhar para essas vidas frágeis, que sofrem toda sorte de maus-tratos, medos, privações nas ruas. Pessoas que recolhem, cuidam, tratam, encaminham cães e gatos, muitas vezes se anulando em vida própria e familiar.

 

Mas, vejam, existem limites e os limites para um ser humano nesse trabalho devem ser medidos também pela qualidade do atendimento prestado e do bem-estar dos animais atendidos. Cachorreiros, cachorreiras,  protetores,  protetoras são humanos. E todos nós, humanos, somos falíveis. Ser um cachorreiro(a) ou protetor(a) não isenta ninguém de ações nem sempre favoráveis aos próprios animais. Um bom exemplo: pegar uma cachorra numa praça, levar para castrar e logo em seguida abandoná-la novamente na área pública, sem qualquer proteção ou atenção pós-cirúrgica, não pode ser classificado como um ato de respeito ou proteção para com esta vida. E isso, vejam bem, não é uma acusação, é uma constatação!

 

E assim muitos agem!

 

O discernimento muitas vezes se perde, até pela compulsão de salvar. Da mesma forma que existe a compulsão de guardar animais em abrigos (O Quintal de São Francisco é prova diária disso), modificando-se de alguns poucos anos para cá, para a compulsão de castrar animais, sobretudo com o advento do Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos, mantido pelas ONGs conveniadas.

 

Castrar é, sim, solução, mas que precisa ser acrescida de responsabilidade, da cultura de respeito, da educação para a posse responsável. E posse responsável implica, para a salvaguarda desta vida, na existência de um humano responsável pelo animal.

 

Por fim, quando citei “mulheres infernais”, eu me referi a pessoas do exemplo colocado acima, capazes de castrar um animal e devolvê-lo para a rua, capazes de doar animais sem sequer se preocupar depois, capazes de falsificar informações, capazes de usar esse e muitos outros subterfúgios, por exemplo, para participar de um programa financiado com o dinheiro dos cofres públicos de São Paulo, inscrevendo animais de outros municípios. Uma atitude, aparentemente, inofensiva, mas que pode desencadear prejuízos morais e materiais inimagináveis, para todos os responsáveis envolvidos em contratos públicos.

Esperam que alguém faça, que trabalhe e consiga, para em seguida ter a cômoda condição de crítico e julgador ou de “aproveitador” simplesmente!

Anos atrás, um voluntário do Quintal de São Francisco escutou uma dessas “infernais” se vangloriando de ter conseguido “enganar” os responsáveis por um mutirão. A que custo? É infernal ou não uma postura como esta?

 

Amarrar animais nas árvores de nosso terreno (cadelas sempre em gestação adiantada) num momento de tumulto, numa campanha de castração, e no final do dia, verificar-se que foi abandonado por alguém que se infiltrou sorrateiramente com o propósito de satisfazer seu desejo de salvar, pouco se importando se a entidade poderá mantê-lo e abrigá-lo. É infernal ou não?

 

Portanto,  

 

O Quintal de São Francisco pergunta ao parlamentar AURÉLIO MIGUEL: 

 

  • As pessoas que alegam não serem donos dos animais em seus nomes, podem apresentar Boletim de Ocorrência de perda ou furto de seus documentos? O jornalista perguntou para alguns dos declarantes da matéria sobre isto? O Senhor te procedido dessa forma?

 

  • Porque o Senhor, em nenhum momento, propôs as ONGs que apresentassem seus documentos para averiguação da denúncia e como “protetor” de animais, manteve-se justo e imparcial na sua avaliação até conferir provas efetivas de desvio e fraude?

 

  • Sabe o Senhor. que o trabalho voluntário que há anos estamos buscando, treinando e capacitando para colaborarem com as incansáveis atividades das ONGs após essa desastrada atitude demonstram desânimo?

 

  • Após protocolar PL (projeto de lei) em favor dos Rodeios p/ a cidade de São Paulo, ter sido bombardeado de críticas, e a partir daí, resolver se dedicar à causa, procurou o Senhor conhecer a história de inúmeros seres humanos, falecidos e vivos, que se ofereceram nas mais variadas ações em favor dos animais, que a passos muito lentos vem firmando posição e conquistando espaço junto as autoridades e a sociedade em favor dos animais?

  • Verificou o Senhor como trabalham, o que investem e o que precisam estas ONGs para manter este programa e demais ações diárias de defesa aos animais, e há quanto tempo trabalham essas pessoas na cidade em busca de melhorias e de seusdireitos?

 

  • Investigou o Senhor o funcionamento dos mutirões e os resultados, após participar de reunião na Câmara de Vereadores, promovida pelo então presidente da casa, Roberto Tripoli, em 2005, com quase todos os Subprefeitos, Secretários Municipais e representantes da COVISA/CCZ? Que há meses planejava o Programa Pactuado?

 

  • Teve  o Senhor  interesse em visitar algum mutirão?

 

  • Mesmo sem ter apoiado o trabalho das ONGs ou sequer se informado a respeito, confirma o Senhor solicitação empenhada, há quase 13 meses passados, para que o CCZ/PSA promova um grande mutirão em São Miguel Paulista com as ONGs conveniadas, a fim de atender comunidade de seus pleitos?

 

  • Cuidou o Senhor de verificar as ofensas e ameaças proferidas a uma voluntária de  ONG conveniada, dias antes da trágica denúncia, por pessoa de sua assessoria? Leu o e-mail encaminhado em resposta à indignação do fato pela presidente dessa entidade? Respondeu?

 

  • Pode o Senhor colaborar com nossas investigações sobre pessoas ligadas com o jornalista repórter do Jornal O Estado de S. Paulo Alexssander Soares e com a carregadora da “sacola de carteirinhas” de RGAs?

 

  • Pode o Senhor conseguir o mesmo espaço/página inteira mais chamada de capa no jornal O Estado de S. Paulo, oferecido para denunciar as ONGs a fim de que a verdade possa ser divulgada e que circule nos mesmos estados brasileiros?

 

 

FINALIZANDO:

 

Qualquer um que está realmente solidário aos animais, que está solidário com estas vidas tantas vezes desprezadas e sofridas, que é sensível à dor, ao medo, ao descaso da espécie humana para com as outras formas de vida, qualquer um que realmente tenha um coração e uma alma de defensor, jamais se habilitaria a destruir com um programa que já beneficiou 140 mil cães e gatos – animais cuja esterilização evitou o nascimento (o sofrimento, o abandono e a morte) de 3 milhões de meio de filhotes. Não diria sem conhecimento e irresponsavelmente que “tudo isto está ultrapassado”, como se fórmulas mágicas fossem disponibilizadas aos iniciantes da causa.

Este programa é embrionário e oferece bom fruto para as próximas décadas!

 

E o que faria um “protetor” se a desconfiança a respeito da atuação das ONGs realmente o incomodasse, se ele realmente pensasse que alguém está embolsando o dinheiro destinado aos animais? Seria ou não generoso e daria a oportunidade de todos se manifestarem e abrirem suas contas?

 

Sendo autoridade da maior cidade do País, cidade que faz cultura e história em qualquer setor (inclusive na relação dos animais urbanos e a cidade), certamente, iria em busca das ONGs, mergulharia nos mutirões, conheceria de perto todo o exaustivo trabalho dos voluntários, técnicos da saúde, funcionários de escolas, dirigentes de associações de bairro, e a doação profissional e emocional dos médicos veterinários que se envolvem nessa ação social.

 

Certamente, um PROTETOR que busca espaço de liderança, um representante do povo realmente interessado no povo, olha nos olhos de gente humilde e sente compaixão e respeito pelo elo de afetividade dessa gente com seus animais. Mantém a humildade frente a história de pessoas que não  militam na causa animal por um erro de percurso, mas por ter descoberto dentro da alma a sua real escolha na vida. É assim a história se constrói....

 

                                                                     “...é que vocês não sabem, não o podem

 saber, o que é ter olhos num mundo de

 cegos, não sou rainha, não, sou

 simplesmente a que nasceu para ver o

 horror, vocês sentem-no, eu sinto-o

 e vejo-o

(novela sartriana A Náusea, de 1937)

  

Angela Caruso

Presidente

Associação Beneficente de Proteção aos

Animais Quintal de São Francisco

 

www.quintaldesaofrancisco.org.br

quintalfrancisco@terra.com.br

11-6162-8263

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