
Mais tarde, Lêda através de uma bolsa da O.E.A, buscou o aperfeiçoamento artístico com Edna Philips, harpista e professora da Academia de Música da Filadélfia. Ela foi a primeira harpista da América Latina a executar o concerto de Heitor Villa-Lobos para harpa e orquestra. Na década de 60 gravou um disco, chamado "Momentos com a Harpa". Realizou recitais em todo o Brasil. Como mulher e artista em toda a sua existência, refletiu o amor que tinha à vida, aos animais, aos seus semelhantes e à música. Tinha um carinho especial com gatos e cachorros.
Recusava,
categoricamente, qualquer tipo de homenagem preferindo o silêncio rico
de sua vida simples dedicada à religião e práticas sociais.
Durante muitos anos, a musicista fazia diariamente de ônibus o trajeto
de quase 45 km entre sua casa no centro de São Paulo e o abrigo em
Parelheiros para verificar pessoalmente como estavam os animais que recolhera.
Chegou a morar no local por quase oito anos. Praticamente sem ajuda financeira,
a fundadora do Quintal dividia o pouco que conseguia entre os animais que
acolhera. Em 1989 voltou para seu apartamento pois tinha dificuldades para
se locomover.
A fim de não ver o sofrimento dos animais realizou imensos sacrifícios, deixando na sua história e no seu trabalho o legado que hoje sua atual diretoria e colaboradores procuram manter e continuar. Morreu em 1996 deixando o Quintal de São Francisco como uma ONG, atualmente administrada por voluntários e uma diretoria eleita a cada dois anos.